Onde vivem os monstros
Categoria: Blog, Cinema

Depois que assisti ao filme O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus, fiquei pensando que fantasia demais misturada à realidade no cinema não me caem bem. Mas ontem descobri que não. Assistimos ao Onde Vivem os Monstros e eu achei incrivelmente bom. Talvez até por ser verdadeiramente real. Ou por deixar claro como a fantasia é fundamental para as crianças. Mas não só para elas. É fundamental para a vida.

Creio que meu olhar de professora e a convivência com crianças / pré-adolescentes / adolescentes e seus constantes conflitos fez bastante diferença neste caso. Mas também não posso negar um reencontro com as minhas angústias de criança. É muito bonita a maneira poética como o pensamento de Max, um menino de 9 anos, se desenvolve no processo de assimilação da vida e dos momentos de sofrimento, causados principalmente pela solidão. O sofrimento gera ações que fogem do controle e que acabam trazendo ainda mais sofrimento. Viajar é a melhor maneira de amenizar. A história é uma viagem simbólica, que começa navegando por um mar tempestuoso. Chega-se a uma terra onde aparentemente não se machuca, mas aos poucos é possível perceber as fragilidades a que todos estão suscetíveis. Todos os detalhes – trilha, fotografia, cenografia e, principalmente, as vozes dos monstros – merecem atenção!

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