Um homem que grita
Categoria: Blog, Cinema

França, Bélgica, Chade | 2010 | 92 min | Mahanat-Saleh Haroun.

O filme é apresentado como “a história comovente de um pai e seu filho no meio de uma guerra civil na África”, mas para mim ele foi muito mais um filme sobre os sutis conflitos existentes nas relações entre pais e filhos. A situação política pela qual o país passa – uma guerra civil e o processo de privatização envolvendo empresas chinesas – serve como pano de fundo para uma história muito mais pontual, em que um homem pensa em sua satisfação pessoal ao tentar manter seu emprego, não medindo as consequências de suas ações, que envolvem o envio de seu filho para servir ao exército. Depois que o rapaz é levado, o pai se dá conta de que fez uma má escolha; mas há ações que não são tão simples de serem revertidas. Gostei do fato do filme ter esse caráter mais pessoal e não apresentar com muita ênfase os aspectos político-sociais, evitando assim o lugar comum dos filmes de denúncia. A denúncia, no caso de Um Homem que Grita, diz mais respeito à individualidade e também aos outros mil conflitos pelos quais as pessoas, em qualquer parte do mundo e em qualquer circunstância, passam.

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