Energia no ar
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Hoje ao meio-dia, eu e minha irmã fomos levar nosso pai ao aeroporto onde, antes da decolagem, também almoçamos. Recinto lotado. Praça de alimentação, segundo andar. Lá pedimos nossos números de fast food, sentamos e comemos. Na mesa de trás estava reunida uma grande família, ocupando umas quatro mesas. O motivo por lá estarem era a viagem do mais novo de todos que, eu acho, deveria estar entre seus 16 e 18 anos. O guri, com espinhas expressivas no rosto, vestia uma camiseta da STB e ouvia toda espécie de conselho e brincadeirinha dos demais. Ele estava sentado, as faces coradas e as duas pernas não paravam de sacudir, inquieto, nervoso, ansioso. Depois levantou com outros dois homens e foi comprar algumas bebidas. Mesmo estando em pé, não conseguia parar de sacolejar as pernas. E depois era uma filmando, a outra fotografando, e tira foto com a irmã, e o pai todo bobo falando gracinhas. Enfim, a grande família reunida para se despedir e ver o jovem rapaz se aventurar pelo mundo.

Essa descrição toda vale para tentar me fazer ver e entender porque motivos, só de olhar para aquelas pessoas e pro guri, em especial, eu sentia uma vontade gigantesca de chorar. Sim, eu poderia chorar muito assistindo a cena daquela família de desconhecidos.
Porém, variando o foco do olhar, consegui me segurar.

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